segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sorvete na Suécia

Em Estocolmo, mais especificamente em Gamla Stan, o centro antigo, um cheirinho delicioso de canela nos pegou de jeito. Ficamos curiosos e sem saber de onde vinha e começamos a andar pela rua principal procurando de onde vinha aquele cheiro, já com água na boca!


Não demorou muito e encontramos o Café Muren e, dentro dele, a origem da gostosura: casquinhas de sorvete feitas na hora. De um lado os muitos sabores dos sorvetes, do outro uma menina que fazia e enrolava os cones que tinham sabores variados e, naquele instante, estavam sendo preparados os de canela. A produção era ritmada: enquanto a massa estava cozinhando numa chapa a menina já estava tirando de outra e enrolando o cone. Virou uma grande atração com muitas pessoas tirando fotos e experimentando, claro!





Mais tarde acabei percebendo que essa prática das casquinhas frescas não era tão incomum e cheguei a ver em dois outros lugares outras meninas preparando os cones, mas em nenhuma outra sorveteria o cheirinho era tão bom quanto naquela. Sobre a casquinha, tudo que posso dizer é que fez jus ao cheirinho! E os sorvetes, que neste caso atuaram como coadjuvantes, também estavam muito bons!

domingo, 26 de junho de 2011

Suécia - Estocolmo

Depois de fecharmos o capítulo Noruega partimos para a Suécia. Lá a estadia foi curta, apenas três noites em Estocolmo. Fomos recebidos com um tempo ótimo, sol e temperatura agradável.


Andamos bastante pela cidade antiga (Gamla Stan) que, nas suas principais ruazinhas de pedra apinhadas de turistas, oferece muitas opções de lojinhas de souvenir, sorveteria etc e nas outras ruas uma tranquilidade, alguns restaurantes aconchegantes, como se o tempo tivesse parado. As construções da época dão o charme do lugar, localizado numa ilhota ligada por pontes.




Como os dias estavam ótimos e o céu muito azul, tínhamos sol forte até 21h e noite mesmo só lá pelas 23h mas mesmo assim, não chegamos a ver o céu totalmente preto. Isso foi ótimo porque os dias rendiam bastante e ajudava na hora de conhecer lugares um pouco mais afastados do centro.

Fomos, no segundo dia, a Skanden, um museu e zoológico a céu aberto que mostra diferentes modos de vida em diferentes partes da Suécia antes da era industrial. É uma cidade, na verdade, inclusive com atores caracterizados ccom as roupas da época atendendo na panificação (que vende pão de verdade), mercadinhos etc. Muito bacana!

o mercadinho e o posto de gasolina


Já sem tempo e atrasados para pegar o barco de volta ao centro, nos restou passar pela frente do famoso Vasa Museu e deixá-lo para a próxima. O resto do dia seria mesmo para andar pela beira do mar apreciando toda a beleza de Estocolmo.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Noruega - Sobre Bergen

Saimos de Flåm de catamarã rumo a Bergen navegando pelos belos fjordes... Infelizmente o tempo não estava lá grande coisa e até choveu um pouquinho ao longo das quase 6 horas de viagem de barco mas, ainda assim, as paisagens impressionaram bastante! 


Chegar a Bergen de barco foi uma experiência bacana, pois permitiu uma vista que normalmente não teríamos. No nosso guia da escandinávia, na parte sobre Bergen o capitulo é aberto com as seguintes linhas: "No meio de uma chuva torrencial um turista encontra um menino e pergunta: - menino, aqui chove assim sempre? e o menino responde: - não sei, eu tenho apenas 12 anos."


Com essa fama não esperávamos mais mais do que um céu nublado e até digo que tivemos sorte de não pegar muita chuva! Famas à parte, Bergen é uma cidade bem compacta e nas duas noites que passamos lá conseguimos um bom apanhado geral da vizinhança.

Na área do porto funciona um mercado de peixe muito concorrido por turistas de todas as partes e barraqueiros tentando chamar a atenção de todos os jeitos e em todas as línguas. Por lá a variedade é grande: tem salmão, lagostim, caranguejo, caviar, e baleia defumada. BALEIA DEFUMADA.




baleia defumada na banca de peixe

É uma peculiaridade não sei se só de Bergen ou de toda a Noruega, mas lá toda banca de peixe tinha uns nacos da carne da baleia, bem escura, quase preta. Como ainda era muito cedo não provei no mercado mas no almoço, aproveitando que estava lá no cardápio, como entrada, não deixei passar. A carne veio apresentada em pedaços equivalentes a sashimis, acompanhados de uma geléia bem ácida de frutas vermelhas e creme fresco. O sabor dela pura tinha um fundinho de sabão (!!!) mas misturada com o molho e o creme ficava ok. Não é a coisa mais maravilhosa do mundo e nem a pior, valeu a experiência!

baleia defumada no restaurante

E por falar em especialidade norueguesa, não podia deixar de lembrar do bacalhau. Esse é uma figurinha raríssima por lá. É fácil encontrar o bacalhau fresco (cod) mas o salgado (bacalao) não. Seguimos a recomendação de um norueguês que conhecemos no trem de Oslo para Flåm e fomos ao restaurante sugerido, onde teoricamente comeriamos um excelente bacalao. Comeríamos mas não comemos, já que o restaurante estava fechado. O jeito foi procurar em outro lugar e acabamos encontrando no mesmo restaurante que também nos serviu a baleia. Sobre o bacalhau, a posta em si estava muito boa... o problema é que ela vinha mergulhada em muuuuuito molho de tomate, o que acabou apagando o gostinho bom do bacalhau. A conclusão que chegamos é que o bacalhau é mesmo um produto de exportação com pouco interesse para o mercado interno. Pra comer bacalhau é melhor ir pra Portugal! Até rimou!

bacalhau

depois das experiências gastronômicas andamos pela cidade, fomos até o mirante para ter uma vista do alto, passamos pelas ruazinhas da parte alemã próxima ao mercado de peixe, topamos com o Mc Donald's mais charmosinho que já vi e ainda presenciamos várias paradas militares pela cidade (acho que por conta da independência da Noruega que foi naquela semana) e inclusive uma parada gay, um pouco ofuscada pela chuva, mas bastante animada!


 Mc Donald's





Por fim, ates de irmos para o aeroporto, com o objetivo de gastar as ultimas coroas norueguesas, que não nos seriam mais úteis na Suécia, arrematamos um pote de caviar com desconto no mercado! Bom negócio!


Com os bolsos esvaziados com louvor e com a missão noruega-baleia-bacalhau-caviar cumprida, hora de seguir para Estocolmo.